França - Grupo I
🇫🇷🔥 França, uma Eliminatória em modo rolo compressor e um Mundial para confirmar o olhar
Seis jogos, cinco vitórias e um empate: a França atravessou o Grupo D com números de potência e chega ao Grupo I do Mundial com a sensação de que o controle do roteiro está nas próprias mãos.
Introdução
Há seleções que se classificam somando, tijolo por tijolo, com uma planilha de precauções. E há seleções que atravessam uma Eliminatória como quem abre uma avenida: alternando autoridade, repertório e uma frieza de quem sabe exatamente onde dói no rival. A França, neste recorte de seis partidas, jogou com essa cara. Sem precisar de epopeia: bastou ritmo, qualidade individual a serviço do coletivo e uma leitura simples do que cada jogo pedia.
O detalhe que mais chama atenção nem é a invencibilidade em si. É a naturalidade com que ela apareceu em diferentes cenários: vitória como visitante em campo neutro, goleada em casa, resposta depois de sofrer um gol cedo, e também a capacidade de aceitar um empate fora sem transformar isso em crise. O pacote é de seleção grande: ganha quando precisa, impõe quando pode e, quando a noite pede paciência, não se desequilibra.
Nos números do Grupo D, a fotografia é limpa: 1º lugar, 16 pontos em 6 jogos, com 5 vitórias e 1 empate, 16 gols marcados e 4 sofridos, saldo de +12. Uma campanha que combina volume ofensivo com pouca concessão atrás — e que, por tabela, desenha um time acostumado a jogar com a responsabilidade de favorito sem perder a mão.
A Eliminatória teve seus momentos-bisagra, daqueles que definem tom e convicção. O primeiro foi em 5 de setembro de 2025, na vitória por 2–0 sobre a Ucrânia, com Olise abrindo cedo (10’) e Mbappé fechando no fim (82’): jogo de visitante que já colocou o grupo sob controle. Depois, em 13 de outubro de 2025, o empate por 2–2 contra a Islândia em Reykjavik, com Nkunku e Mateta buscando a igualdade num segundo tempo agitado: ali a França mostrou que também sabe “viver” sem ganhar. E, por fim, o recado mais alto veio em 13 de novembro de 2025: 4–0 sobre a Ucrânia em Paris, com Mbappé (duas vezes), Olise e Ekitike — uma noite em que o placar não foi exagero, foi síntese.
Com a vaga encaminhada por mérito e desempenho, o próximo capítulo já tem palco, datas e rivais definidos para a fase de grupos do Mundial: Grupo I, com Senegal, Noruega e um adversário que ainda será conhecido via repescagem internacional. A França chega com ares de quem não precisa “se encontrar”: precisa, isso sim, transformar superioridade em consistência, e consistência em classificação.
El caminho por Eliminatorias
No Grupo D das Eliminatórias da UEFA, a leitura de tabela é direta e quase sem rodapé. A França liderou com 16 pontos, à frente da Ucrânia (10), Islândia (7) e Azerbaijão (1). Em seis rodadas, isso significa que o time venceu cinco vezes e empatou uma, sem derrotas. O ataque fez 16 gols; a defesa, 4 sofridos. Saldo de +12. Não é só “primeiro”: é primeiro com distância.
A Ucrânia, segunda colocada, terminou com 10 pontos e saldo negativo (10–11, −1), o que por si só já diz que seu caminho foi irregular: ganhou três, empatou uma, perdeu duas. A Islândia foi um caso curioso: marcou 13 gols — quase o mesmo que a França em termos de ordem de grandeza — mas sofreu 11, ficando com saldo +2 e 7 pontos. Já o Azerbaijão ficou praticamente fora do jogo desde cedo: 1 ponto, 3 gols feitos e 16 sofridos. Esse contexto importa porque ajuda a dimensionar o que foi a campanha francesa: não apenas ganhar, mas controlar o grupo.
A França foi construindo essa liderança com um padrão: começar bem e terminar melhor. No jogo de abertura do recorte, 5 de setembro de 2025, 2–0 sobre a Ucrânia com gol aos 10’ e outro aos 82’. Ou seja: vantagem cedo para organizar o jogo, e golpe final no momento em que o rival já está emocionalmente pendurado. Esse tipo de vitória é “de seleção”: não é só sobre a bola, é sobre o tempo.
Em casa, os jogos viraram uma vitrine de soluções. Em 9 de setembro de 2025, 2–1 contra a Islândia no Parque dos Príncipes, a França sofreu um gol aos 21’ e respondeu: Mbappé empatou de pênalti aos 45’ e Barcola virou aos 62’. Na sequência, em 10 de outubro de 2025, veio o 3–0 sobre o Azerbaijão: Mbappé de novo no fim do primeiro tempo (45+2’), Rabiot e Thauvin completando. E, em 13 de novembro de 2025, o 4–0 sobre a Ucrânia foi praticamente uma assinatura: Mbappé fez dois (55’ de pênalti e 83’), Olise marcou aos 76’, Ekitike fechou aos 88’. O detalhe: a França cresceu no segundo tempo, como quem acelera quando o rival começa a ceder.
Fora de casa, a seleção também teve dois roteiros distintos. O mais “adulto” foi o 2–0 sobre a Ucrânia, já citado. O mais incômodo foi o 2–2 em Reykjavik, em 13 de outubro de 2025: a Islândia abriu 1–0 aos 39’, fez 2–0 aos 70’, e a França precisou buscar com Nkunku (63’) e Mateta (68’). Aqui há um ponto de performance: mesmo quando a história parecia correr contra, houve capacidade de reação em janela curta — dois gols em cinco minutos — o tipo de explosão que muda um grupo.
E ainda teve o jogo em Baku, em 16 de novembro de 2025, um teste do “plano B emocional”. O Azerbaijão marcou aos 4’ (Dadashov), e a França respondeu com três gols ainda no primeiro tempo ampliado: Mateta aos 17’, Akliouche aos 30’, e um gol contra aos 45’. É o tipo de partida que, em campanhas menos maduras, vira armadilha: gol cedo, ansiedade, correria. Aqui virou normalidade: concedeu, ajustou, virou.
Abaixo, os jogos da França, todos, com o máximo de detalhe possível a partir dos dados disponíveis.
| Data | Ronda ou Jornada | Rival | Condição | Resultado | Artilheiros | Sede |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 5 de setembro de 2025 | Grupo D | Ucrânia | Visitante | Ucrânia 0:2 França | Olise 10', Mbappé 82' | Breslavia, Estádio Municipal |
| 9 de setembro de 2025 | Grupo D | Islândia | Mandante | França 2:1 Islândia | Mbappé 45' pen., Barcola 62' / An. Guðjohnsen 21' | Paris, Parque dos Príncipes |
| 10 de outubro de 2025 | Grupo D | Azerbaijão | Mandante | França 3:0 Azerbaijão | Mbappé 45+2', Rabiot 69', Thauvin 84' | Paris, Parque dos Príncipes |
| 13 de outubro de 2025 | Grupo D | Islândia | Visitante | Islândia 2:2 França | Pálsson 39', Hlynsson 70' / Nkunku 63', Mateta 68' | Reikiavik, Laugardalsvöllur |
| 13 de novembro de 2025 | Grupo D | Ucrânia | Mandante | França 4:0 Ucrânia | Mbappé 55' pen., 83', Olise 76', Ekitike 88' | Paris, Parque dos Príncipes |
| 16 de novembro de 2025 | Grupo D | Azerbaijão | Visitante | Azerbaijão 1:3 França | Dadashov 4' / Mateta 17', Akliouche 30', Magomedaliyev 45' a.g. | Bakú, Estádio Tofiq Bəhramov |
Agora, a tabela do grupo precisa aparecer completa — e, neste caso, há uma única tabela no conjunto de dados: Grupo D. Ela é a moldura do caminho.
Tabela 1 — Grupo D
| Pos. | Equipe | Pts. | PJ | G | E | P | GF | GC | Dif. | Classificação |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | França | 16 | 6 | 5 | 1 | 0 | 16 | 4 | +12 | Mundial 2026 |
| 2 | Ucrânia | 10 | 6 | 3 | 1 | 2 | 10 | 11 | −1 | play-offs |
| 3 | Islândia | 7 | 6 | 2 | 1 | 3 | 13 | 11 | +2 | No clasificado |
| 4 | Azerbaijão | 1 | 6 | 0 | 1 | 5 | 3 | 16 | −13 | No clasificado |
A leitura comparativa é quase didática. A França terminou 6 pontos à frente da Ucrânia — um intervalo grande em um grupo de quatro e apenas seis jogos. O ataque francês fez 16 gols; o segundo melhor ataque foi o da Islândia com 13, mas com 11 sofridos. A defesa francesa sofreu 4; ninguém chegou perto desse nível de contenção. Em resumo: a França venceu porque foi a melhor nas duas áreas, e porque o “meio” do jogo — a gestão de ritmo e de momentos — também foi superior.
Segmentando performance, dá para extrair sinais claros sem inventar nada. Em casa foram três jogos, três vitórias: 2–1, 3–0 e 4–0. Total de 9 gols feitos e 1 sofrido como mandante, média de 3,0 gols marcados por jogo em casa e 0,33 sofrido. Fora, foram duas vitórias e um empate: 2–0, 2–2 e 3–1. Total de 7 gols marcados e 3 sofridos como visitante, média de 2,33 feitos e 1,0 sofrido. Ou seja: o rendimento cai um pouco longe de Paris, mas permanece dominante no essencial.
Outro recorte útil é o “jogo de um gol”. A França teve partidas apertadas no placar (2–1 contra a Islândia) e também partidas em que resolveu com margem (2–0, 3–0, 4–0, 3–1). Isso costuma dizer algo sobre maturidade: quando abre vantagem, não deixa o jogo voltar a ser loteria. E quando sofre primeiro, como em Paris contra a Islândia e em Baku contra o Azerbaijão, tem ferramentas para reagir sem se desmontar.
Por fim, a distribuição temporal dos gols sugere um time que cresce com o jogo. Há gols decisivos na segunda metade: 69’, 76’, 83’, 84’, 88’… Isso pode ser físico, pode ser banco, pode ser leitura — não dá para cravar o “porquê” sem dados táticos. Mas dá para afirmar o “o quê”: a França teve capacidade de acelerar no final e transformar controle em placar.
Como jogam
A França deste recorte joga como os números mandam: com senso de superioridade, mas sem pressa cega. O dado mais grosseiro, e mais importante, é a diferença entre o que cria (16 gols em 6 jogos) e o que concede (4). A cada partida, em média, marcou 2,67 gols e sofreu 0,67. Quando uma seleção opera nesse intervalo, o estilo tende a ser consequência: não precisa se expor demais para ganhar, e não precisa se defender em bloco baixo para sobreviver.
O placar também conta histórias. A França teve três jogos sem sofrer gol (2–0, 3–0, 4–0) e só em dois jogos levou dois gols (2–2 na Islândia; o outro não existe: fora isso, sofreu 1 em duas partidas). Isso desenha uma equipe com capacidade de proteger a própria área na maior parte do tempo, mas que, quando permite sequência ao rival, paga. O 2–2 em Reykjavik é o alerta clássico: fora de casa, em jogo de contexto adverso, um período de desconforto vira dois gols sofridos.
Na frente, o repertório aparece não só na quantidade, mas na diversidade de autores. Mbappé é o ponto de gravidade: marcou em pelo menos quatro jogos e aparece com gols em diferentes momentos, incluindo dois de pênalti (45’ contra a Islândia; 55’ contra a Ucrânia). Mas a França não vive só dele. Olise marcou duas vezes (Ucrânia fora e Ucrânia em casa), Barcola decidiu com gol de virada, Rabiot e Thauvin contribuíram no 3–0, Nkunku e Mateta foram essenciais no empate fora, Ekitike fechou a goleada, Akliouche apareceu na virada em Baku, e ainda houve um gol contra a favor. Em torneio curto, essa pluralidade costuma valer ouro: quando um dia o craque não está “no modo máximo”, alguém cobre o espaço.
Há também um padrão de resposta que sugere uma equipe confortável no caos controlado. Em Paris, saiu atrás e virou. Em Baku, saiu atrás aos 4’ e virou ainda antes do intervalo. Em Reykjavik, estava em desvantagem e, em cinco minutos, trouxe o jogo de volta. Isso não significa que a França “gosta” de começar perdendo — significa que não se desespera quando isso acontece. E esse é um traço de time com liderança interna e com mecanismos de ataque que não dependem de uma única jogada.
A vulnerabilidade mais concreta, com base apenas em placares e recortes, é simples: quando o rival consegue transformar a partida em troca de golpes, a França aceita o jogo e pode sofrer. O empate 2–2 teve dois gols sofridos e exigiu reação. E mesmo na vitória por 3–1 em Baku, houve concessão cedo. Em nível de Mundial, conceder primeiro — especialmente em jogos de fase de grupos que pedem controle emocional — pode custar caro. O ponto, então, é menos “medo” e mais gestão: não dar ao adversário a primeira faísca.
O grupo no Mundial
O Mundial coloca a França no Grupo I, com três jogos que, de saída, pedem três chaves de leitura diferentes. Há um duelo contra um rival conhecido e físico como Senegal; há um jogo contra um adversário por definirse, que costuma trazer ruído de preparação porque o plano precisa ser mais elástico; e há uma partida contra a Noruega, que fecha o grupo e, por posição de calendário, tem cara de jogo que pode decidir liderança, classificação e até o humor do mata-mata.
A agenda do grupo, do jeito que está desenhada, oferece um detalhe interessante: a França joga dois jogos seguidos como “França vs …” e fecha como “Noruega vs França”. Sem extrapolar tática, isso mexe com logística mental: abrir o grupo com uma partida de impacto, depois administrar o segundo jogo — e, por fim, chegar ao terceiro possivelmente com necessidade de resultado para confirmar topo ou vaga. Em grupos equilibrados, esse último jogo costuma virar uma final de 90 minutos.
Aqui entra um ponto obrigatório: no segundo jogo, o rival aparece como código e precisa virar descrição amigável. Portanto, não existe “I3” no texto. Existe: “Rival por definirse, saldrá del repechaje internacional Llave B: Bolivia, Surinam o Irak.” Isso muda o tipo de prévia: não se trata de rotular força, mas de preparar cenários — jogo para impor condições, não abrir o placar para ansiedade, e evitar a armadilha do “já ganhou”.
Abaixo, os três jogos, com data, estádio, cidade e o rival escrito de forma completa e humana.
| Data | Estádio | Cidade | Rival |
|---|---|---|---|
| 16 de junho de 2026 | MetLife Stadium | Nueva York / Nueva Jersey | Senegal |
| 22 de junho de 2026 | Lincoln Financial Field | Filadelfia | Rival por definirse, saldrá del repechaje internacional Llave B: Bolivia, Surinam o Irak. |
| 26 de junho de 2026 | Gillette Stadium | Boston | Noruega |
Partida 1 — França vs Senegal, 16 de junho de 2026 O jogo de estreia costuma dizer mais sobre ansiedade do que sobre futebol. Para uma França que, nas Eliminatórias, mostrou capacidade de controlar o placar e acelerar no momento certo, a chave é não transformar o jogo em “troca de favores” de transição. Em linguagem simples: proteger o início, não conceder primeiro, e deixar a qualidade aparecer com o relógio. Senegal costuma exigir físico e atenção aos duelos; para a França, o caminho é ser paciente sem ser morna. Prognóstico: empate.
Partida 2 — França vs Rival por definirse, saldrá del repechaje internacional Llave B: Bolivia, Surinam o Irak, 22 de junho de 2026 Jogo com cara de armadilha psicológica: o adversário vem de repescagem, e isso pode trazer tanto desgaste quanto adrenalina. O melhor que a França pode fazer, olhando para o que fez na campanha, é impor ritmo e área: atacar com volume suficiente para não deixar o jogo “no detalhe” e, ao mesmo tempo, não se expor ao primeiro golpe. O histórico recente do time em reagir quando sofre primeiro é um ponto positivo — mas em Copa, é sempre mais barato não precisar usar essa virtude. Prognóstico: ganha França.
Partida 3 — Noruega vs França, 26 de junho de 2026 Fechar o grupo fora de “casa” no papel tende a aumentar a exigência de maturidade. A França chega com números de ataque e defesa que indicam favoritismo, mas o roteiro desse jogo depende do que vier antes: pode ser partida para confirmar liderança, pode ser para garantir vaga, pode ser para não depender de ninguém. O que o recorte das Eliminatórias sugere é que a França cresce no segundo tempo e tem nomes diferentes para decidir. Em jogo grande, essa capacidade de acelerar no fim pode virar o fator. Prognóstico: ganha França.
Para fechar o quadro do grupo com pragmatismo, as chaves de classificação para a França podem ser resumidas assim:
- Não conceder o primeiro gol: nas Eliminatórias, quando saiu atrás precisou gastar energia extra para virar ou empatar.
- Transformar controle em vantagem antes dos 70 minutos: a equipe mostrou força para decidir tarde, mas em Copa o “tarde” às vezes não chega.
- Manter diversidade ofensiva: Mbappé é central, porém os gols espalhados por Olise, Barcola, Nkunku, Mateta e outros indicam um caminho mais seguro.
- Chegar ao jogo contra a Noruega com margem emocional: um grupo costuma ser decidido pela última rodada, e a França tem tudo para não entrar nela pressionada.
Opinião editorial
A França fez uma Eliminatória com cara de treino competitivo: 16 pontos em 18 possíveis, 16 gols marcados, 4 sofridos, e uma sensação constante de que o jogo anda no trilho que ela escolhe. É uma seleção que não precisa provar que “tem camisa”; precisa provar que não vai desperdiçar o próprio controle quando o Mundial apertar o torno. Porque em Copa, o adversário nem sempre é melhor — muitas vezes ele só é mais oportunista.
O recorte mais sincero da campanha está justamente onde a França não venceu: o 2–2 em Reykjavik. Ali, entre o 39’ e o 70’, o jogo escapou para um território desconfortável, e foi preciso uma reação rápida para voltar. Reação ela tem. O aviso, porém, é outro: em Mundial, especialmente na estreia e na última rodada, conceder esse tipo de janela pode custar liderança, pode custar caminho, pode custar tranquilidade.
E aqui vai o fechamento, sem drama e com o pé no chão: a França chega ao Mundial com números de candidata e com comportamentos de time maduro. Mas o detalhe que separa campanhas boas de campanhas memoráveis costuma ser a gestão do primeiro susto. E ela já recebeu esse recado com data e placar: 16 de novembro de 2025, em Baku, gol sofrido aos 4’ antes de virar para 3–1. Virou, sim. Só que a Copa não perdoa sempre do mesmo jeito. O desafio é simples de dizer e difícil de executar: começar cada jogo como se o 0–0 fosse um patrimônio, e não uma formalidade.