Gana - Grupo L

⭐ Black Stars em marcha: Gana chega ao Mundial com fome de gol e casca de eliminatória

🇬🇭⭐ Black Stars em marcha: Gana chega ao Mundial com fome de gol e casca de eliminatória 🔥⚽

Uma campanha de números fortes, finais dramáticos e uma identidade que mistura paciência com poder de fogo

Introdução

Há seleções que se qualificam em silêncio, somando pontos sem alarde, como quem atravessa uma avenida em horário de pico: olhando para os lados, evitando o risco, chegando do outro lado sem chamar atenção. E há seleções que carimbam o passaporte deixando pegadas. A caminhada de Gana nas Eliminatórias africanas do Mundial foi desse segundo tipo: teve gol no último suspiro, tropeço fora de casa, virada emocional e, no fim, uma linha de chegada cruzada com autoridade.

Porque a história não começa no conforto do “já era esperado”. Começa no detalhe que muda tudo: 17 de novembro de 2023, Estádio Baba Yara, e o relógio empurrando o jogo contra Madagascar para o empate, até que Williams apareceu aos 90+6’ para fazer 1:0. Não foi apenas um gol. Foi uma declaração de personalidade: Gana pode até demorar, mas não costuma desistir do lance final.

Poucos dias depois, 21 de novembro de 2023, veio o contraponto necessário para qualquer campanha que pretenda ser adulta. Em Moroni, Comoras venceu por 1:0, com Maolida aos 43’. A eliminatória é isso: uma fotografia nunca conta o filme. A derrota fora de casa não derrubou o projeto, mas deixou um recado: sem atenção aos primeiros golpes, a estrada africana cobra juros.

E então o filme ganhou ritmo. Em 6 de junho de 2024, em Bamako, Gana virou sobre o Mali: 2:1, com Nuamah aos 58’ e Jordan Ayew aos 90+4’, depois de sair atrás com gol de K. Doumbia aos 45+1’. O roteiro era de time que sabe sofrer e, sobretudo, sabe voltar ao jogo. Quatro dias depois, 10 de junho de 2024, a noite virou montanha-russa: 4:3 sobre a República Centro-Africana, com Ayew marcando três vezes e Fatawu completando, num jogo em que o placar parecia escorregar a cada descuido.

Os números aterrissam a narrativa: Gana terminou na liderança do Grupo I com 25 pontos em 10 jogos, campanha de 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Marcou 23 gols e sofreu 6, saldo de +17. Dá para resumir? Dá. Mas seria injusto com o que a campanha revela por dentro: uma seleção que cresceu com o calendário, aumentou a margem de segurança e, quando precisou, soube ganhar com placar curto e com goleada — duas formas diferentes de impor superioridade.

Três momentos-bisagra explicam o desenho: o 1:0 sobre Madagascar aos 90+6’ em 17 de novembro de 2023, porque inicia a campanha com fé no último lance; o 2:1 sobre o Mali em 6 de junho de 2024, porque é vitória fora de casa contra concorrente direto, com gol nos acréscimos; e o 5:0 sobre o Chade em 21 de março de 2025, porque ali a eliminatória deixa de ser luta por pontos e vira afirmação de domínio.

El caminho por Eliminatorias

O caminho africano para o Mundial, nesta edição, foi direto e exigente ao mesmo tempo: uma fase de grupos com nove grupos de seis seleções, em jogos de ida e volta, e o primeiro colocado de cada grupo garantindo vaga direta. Para quem não termina em primeiro, a rota vira labirinto: os melhores segundos colocados seguem para uma disputa extra que busca levar um representante ao torneio intercontinental. Em outras palavras, a margem de erro é pequena, e a pressão por vencer “em casa” e pontuar “fora” vira regra não escrita.

Dentro desse roteiro, Gana foi desenhando o próprio mapa do Grupo I com uma combinação que costuma premiar seleções de topo em eliminatórias longas: defesa confiável e ataque capaz de esticar jogos. O número que organiza tudo é o GC: 6 gols sofridos em 10 partidas. Não é apenas pouco — é uma base que permite ganhar mesmo em dias de ataque menos inspirado. E quando o ataque engata, o teto sobe: 23 gols feitos, média de 2,3 por jogo.

A leitura da tabela coloca o peso real do que foi feito. Gana fechou com 25 pontos. Madagascar terminou com 19; Mali, com 18; Comoras, com 15; República Centro-Africana, com 8. A distância de Gana para o segundo colocado foi de 6 pontos — uma folga que, em grupo equilibrado, costuma ser artigo de luxo. E o detalhe do saldo de gols ajuda a ver a diferença de perfil: Mali teve defesa igualmente rígida (6 gols sofridos), mas marcou menos e empatou mais; Madagascar marcou 17 e sofreu 12, mais exposto; Comoras viveu de tudo ou nada; e a República Centro-Africana pagou caro por jogos abertos (24 gols sofridos).

O recorte por fases também conta uma história de maturação. O início foi de placar curto e nervo exposto: 1:0 em casa, 0:1 fora. Depois veio um bloco de jogos em que Gana começou a transformar partidas difíceis em vitórias com margem: 2:1 fora contra o Mali, 4:3 em casa num duelo caótico, e a partir de março de 2025 o time parece ter encontrado uma marcha acima — 5:0, 3:0, 1:1, 1:0, 5:0, 1:0. O resultado é uma sequência que mistura goleadas e vitórias mínimas, sinal de seleção que não depende de um único roteiro para vencer.

Há também o aspecto emocional da eliminatória, que é o que quase sempre separa “bom time” de “time classificado”. Em 10 de junho de 2024, o 4:3 contra a República Centro-Africana foi jogo que poderia ter virado cicatriz: Mafouta marcou aos 11’, 41’ e 90’, e ainda assim Gana encontrou maneiras de voltar e ficar de pé. Quando um adversário marca três e você vence, a mensagem interna é clara: o time aceita o jogo sujo, aceita o susto, e responde.

E quando a campanha pede pragmatismo, ele aparece. Em 8 de setembro de 2025, 1:0 sobre o Mali com gol de Djiku aos 49’. Em 12 de outubro de 2025, 1:0 sobre Comoras com Kudus aos 47’. São vitórias que não viram pôster, mas viram vaga. O tipo de jogo em que a defesa não cede o empate, e o ataque não precisa repetir golpe: basta um.

O empate que ficou marcado como alerta foi em 4 de setembro de 2025, 1:1 contra o Chade fora. Ghana saiu na frente com Ayew aos 17’, mas sofreu aos 89’ com Ecua. É o lembrete mais cru da eliminatória: administrar sem matar o jogo pode custar. E, curiosamente, esse tropeço não derrubou a campanha; serviu como vacina para os dois 1:0 seguintes, em que a seleção não brilhou, mas controlou.

Tabela 1 — Partidas de Gana nas Eliminatórias CAF

Data Grupo Jornada Rival Condição Resultado Artilheiros Sede
17 de novembro de 2023 I 1 Madagascar Casa 1:0 Williams 90+6' Estádio Baba Yara
21 de novembro de 2023 I 2 Comoras Fora 0:1 Maolida 43' Estádio de Moroni
6 de junho de 2024 I 3 Malí Fora 2:1 K. Doumbia 45+1'; Nuamah 58', J. Ayew 90+4' Estádio del 26 de Marzo
10 de junho de 2024 I 4 República Centroafricana Casa 4:3 J. Ayew 6' (pen.), 60', 69', Fatawu 62'; Mafouta 11', 41', 90' Estádio Baba Yara
21 de março de 2025 I 5 Chad Casa 5:0 Semenyo 2', I. Williams 31', J. Ayew 36' (pen.), Salisu 56', Nuamah 68' Estádio Ohene Djan
24 de março de 2025 I 6 Madagascar Fora 3:0 Partey 11', 53', Kudus 56' Gran Estádio de Alhucemas
4 de setembro de 2025 I 7 Chad Fora 1:1 Ecua 89'; J. Ayew 17' Estádio Mariscal Idriss Déby Itno
8 de setembro de 2025 I 8 Malí Casa 1:0 Djiku 49' Estádio Ohene Djan
8 de outubro de 2025 I 9 República Centroafricana Fora 5:0 Salisu 20', Partey 52', Djiku 69', J. Ayew 71', Sulemana 87' Estádio El Abdi
12 de outubro de 2025 I 10 Comoras Casa 1:0 Kudus 47' Estádio Ohene Djan

A tabela de partidas permite recortes que valem ouro para análise de rendimento. Em casa, são 5 jogos, 5 vitórias, 12 gols marcados e 3 sofridos. Fora, 5 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 11 gols marcados e 3 sofridos. A diferença está menos na defesa (só 3 gols sofridos em cada condição) e mais na capacidade de transformar controle em placar quando joga em território próprio.

Outro recorte: jogos de margem mínima. Foram quatro vitórias por 1:0 (Madagascar em casa; Mali em casa; Comoras em casa; e a lógica do “gol único” como ferramenta). E isso convive com três goleadas por 3 ou mais gols de diferença (5:0 sobre Chade; 3:0 fora sobre Madagascar; 5:0 fora sobre República Centro-Africana). O sinal aqui é de repertório: ganhar apertado quando é necessário, mas também ser capaz de “quebrar” adversários em dias de encaixe.

Tabela 2 — Tabela de posições Grupo I

Pos. Equipe Pts. PJ G E P GF GC Dif.
1 Ghana 25 10 8 1 1 23 6 +17
2 Madagascar 19 10 6 1 3 17 12 +5
3 Malí 18 10 5 3 2 17 6 +11
4 Comoras 15 10 5 0 5 12 13 −1
5 República Centroafricana 8 10 2 2 6 11 24 −13

Há um detalhe importante no retrato do grupo: Mali teve o mesmo número de gols sofridos que Gana (6), mas terminou 7 pontos atrás. Isso sugere duas coisas sem precisar inventar esquema tático. Primeiro: Gana teve mais capacidade de converter jogos controlados em vitórias, enquanto Mali deixou pontos em empates. Segundo: Gana foi mais “letal” em momentos-chave — e aí voltamos ao 90+4’ em Bamako e ao 90+6’ em Kumasi. Em eliminatória, gols tardios não são curiosidade; são pontos que mudam a geometria do grupo.

E, por fim, o aspecto da liderança. Segurar o primeiro lugar não é apenas ganhar: é impedir que a perseguição crie pressão de última rodada. Gana chegou ao fim com vitórias seguidas em setembro e outubro de 2025 que funcionaram como fechamento de porta: 1:0, 5:0, 1:0. Uma trinca com três leituras do mesmo time — controle, atropelo, e controle de novo.

Cómo joga

Gana chega ao Mundial com uma assinatura estatística que aponta para uma seleção confortável em diferentes ritmos. A média de 2,3 gols por jogo diz que o ataque tem volume e capacidade de terminar jogadas. Já o número de 0,6 gol sofrido por jogo indica que, mesmo quando se expõe, não se desmonta com facilidade. Essa combinação geralmente nasce menos de “brilho contínuo” e mais de equilíbrio: não precisa jogar perfeito para ganhar.

O dado que mais sugere identidade é a convivência entre placares curtos e goleadas. Quatro vitórias por 1:0 indicam um time que sabe defender resultado mínimo e, sobretudo, não entra em desespero se o jogo não abre cedo. Mas as goleadas mostram outra face: quando o primeiro gol encaixa e o adversário precisa sair, Gana acelera e transforma o jogo em corredor. O 5:0 sobre o Chade, com gols aos 2’, 31’, 36’, 56’ e 68’, é quase um gráfico de pressão bem distribuída, com presença no começo e manutenção no segundo tempo.

Também chama atenção a capacidade de decidir no fim. O 1:0 sobre Madagascar aos 90+6’ e o 2:1 sobre o Mali com gol aos 90+4’ revelam um time que não abandona o plano nem quando o jogo parece caminhar para o empate. Isso não é só “raça” em discurso: é comportamento competitivo. A seleção se manteve viva até o último lance e colheu pontos que, em eliminatórias, valem mais do que uma atuação estética.

O repertório de Artilheiros reforça uma equipe com fontes variadas de gol. Jordan Ayew aparece como figura central em jogos grandes e jogos nervosos: marcou em Bamako aos 90+4’, fez três contra a República Centro-Africana (incluindo um pênalti) e ainda abriu o placar contra o Chade fora, além de marcar na goleada de 5:0 fora. Mas ele não está sozinho no mapa: Kudus decide com gol de 1:0 contra Comoras e também aparece em 3:0 fora; Partey marca duas vezes no mesmo jogo fora e ainda balança a rede na goleada de 5:0; Salisu marca no 5:0 em casa e no 5:0 fora; Djiku aparece em dois 1:0 e na goleada; Nuamah marca em Bamako e no 5:0. Isso sugere um ataque que não vive de um único nome — e, para torneio curto, isso é um trunfo.

As vulnerabilidades aparecem onde o placar mostra rachaduras. O 4:3 contra a República Centro-Africana foi vitória, mas também foi concessão: sofrer três gols em casa, com dois ainda no primeiro tempo, aponta que há jogos em que a equipe pode se desorganizar quando o adversário encontra espaços cedo. O 1:1 sofrido aos 89’ contra o Chade fora é outro alerta: vantagem mínima sem “segundo gol” vira perigo, especialmente quando o relógio empurra o adversário para o tudo ou nada.

Em resumo, o “como joga” de Gana, olhando só para o que os resultados deixam ver, pode ser descrito assim: uma seleção que gosta de ter margem, mas aceita vencer com o mínimo; que não se entrega ao empate; que tem força para acelerar quando o jogo abre; e que precisa cuidar do controle emocional e da concentração no fim quando escolhe administrar.

O grupo no Mundial

O Mundial coloca Gana no Grupo L, com uma agenda que já nasce com cara de teste de maturidade. A estreia é contra o Panamá, em Toronto, no BMO Field. Depois vem Inglaterra, em Boston, no Gillette Stadium. E fecha contra a Croácia, na Filadélfia, no Lincoln Financial Field. Três cidades, três ambientes, e uma sequência que alterna o jogo de “preciso somar” com dois duelos de altíssima exigência.

O primeiro ponto do grupo é psicológico: estreia de Mundial não se joga, se atravessa. E Gana mostrou na eliminatória que sabe vencer sem precisar transformar o jogo em espetáculo. Isso importa contra um adversário como o Panamá, em que a obrigação de propor pode ser armadilha. O recorte das vitórias por 1:0 sugere que, se o jogo ficar travado, a seleção tem paciência para buscar o detalhe — e, sobretudo, tem disciplina para não se desorganizar por ansiedade.

O segundo ponto é estratégico: Inglaterra como segundo jogo muda a matemática emocional do grupo. Um mau resultado na estreia amplifica pressão. Um bom resultado na estreia permite entrar com mais liberdade. E Gana, pela campanha, parece render quando consegue controlar a própria narrativa. Foi assim em Bamako: suportou a adversidade e decidiu tarde. Foi assim em jogos de controle em casa, com gols logo após o intervalo (Kudus aos 47’, Djiku aos 49’).

O terceiro ponto é de consistência: Croácia no fechamento costuma pedir cabeça fria e leitura de cenário. Se a classificação estiver aberta, será o tipo de partida em que detalhes valem ouro — e aí Gana pode se apoiar no dado mais estável da sua eliminatória: apenas 6 gols sofridos em 10 jogos. A defesa segura é o que mantém um time vivo em jogo grande, mesmo quando o ataque não encaixa.

Tabela — Jogos de Gana no Grupo L

Data Estádio Cidade Rival
17 de junho de 2026 BMO Field Toronto Panamá
23 de junho de 2026 Gillette Stadium Boston Inglaterra
27 de junho de 2026 Lincoln Financial Field Filadélfia Croácia

Jogo 1 — Gana vs Panamá Guia provável: partida para estabelecer terreno. Gana, pela eliminatória, mostrou que sabe construir vitórias com paciência e sem se expor demais: quatro 1:0 dizem isso com clareza. Se conseguir abrir o placar, tende a transformar o jogo em controle de risco, porque sofreu poucos gols e raramente perde a estrutura. Prognóstico: ganha Gana.

Jogo 2 — Inglaterra vs Gana Guia provável: jogo de medir nível de competitividade em cenário de pressão. Aqui o dado que serve como âncora é a capacidade de resistir e decidir tarde: gols aos 90+4’ e 90+6’ em partidas-chave não garantem repetição, mas indicam que o time não se desconecta do jogo. Se o placar ficar curto, Gana tem histórico de suportar a tensão. Prognóstico: ganha Inglaterra.

Jogo 3 — Croácia vs Gana Guia provável: confronto de ajuste fino, muito dependente do que acontecer nas duas primeiras rodadas. Pela eliminatória, Gana mostrou dois modos: o de controlar por 1:0 e o de atropelar quando encontra espaços. Contra adversário que costuma punir erros, o caminho mais realista passa por jogo amarrado, gestão de momentos e atenção aos minutos finais — sobretudo lembrando o 1:1 sofrido aos 89’ contra o Chade, que ilustra como um detalhe pode derrubar o plano. Prognóstico: empate.

Chaves para sonhar com a classificação

  • Entrar no Mundial com a mesma seriedade dos jogos de 1:0: foco defensivo e paciência para o gol aparecer.
  • Evitar jogos “malucos” como o 4:3 contra a República Centro-Africana, porque em grupo duro o preço do descontrole é maior.
  • Transformar a estreia em alavanca emocional: pontuar contra o Panamá para não carregar o peso até o jogo com a Inglaterra.
  • Manter a força do banco emocional: Gana mostrou que decide no fim; em Mundial, isso pode virar ponto e classificação.
  • Atenção máxima aos minutos finais, espelhando o aprendizado do empate sofrido aos 89’ contra o Chade.

Opinião editorial

Gana chega ao Mundial com uma virtude rara em seleções que oscilam entre expectativa e cobrança: ela não depende de uma única forma de vencer. Há jogos em que o time te convence pelo placar, como os 5:0. Há outros em que te convence pelo autocontrole, como os 1:0. E há aqueles em que te convence pela cabeça, como os gols nos acréscimos contra Madagascar e Mali. Isso, em torneio curto, vale tanto quanto talento: é o tipo de maturidade que sustenta campanha quando o jogo pede sobrevivência.

Mas o Mundial também é o lugar onde o detalhe vira sentença. E Gana carrega um aviso escrito em neon no próprio caminho: o 1:1 sofrido aos 89’ contra o Chade. Não é um tropeço para “aprender” com palavras bonitas; é um exemplo concreto de como administrar sem ferir o jogo pode custar. Se a seleção repetir esse roteiro na fase de grupos, um empate pode virar eliminação sem pedir licença.

Se o Mundial for uma maratona de três sprints, Gana tem pernas e tem fôlego — e, mais importante, tem repertório de placar para se adaptar. Só não pode esquecer o que a eliminatória já contou: quando o time relaxa no fim, o futebol cobra. E cobra caro.